Quanto o país consome, quanto custa o MWh, quem gera e quanto sai o litro na bomba, com dados públicos do ONS, da ANEEL, da CCEE, da ANP e do Banco Central, atualizados assim que as fontes publicam. Ao lado de cada número estão a fonte e a hora da leitura.
Lido hojeÀs 1h em Brasília, o país pedia 73 262 MW: 53 % no Sudeste/Centro-Oeste, 21 % no Nordeste, 14 % no Sul e 13 % no Norte. O pico das últimas 24 horas foi às 20h, com 87 529 MW.
Um projeto da Bronze Engenharia de Energia · CREA-PR 194835/D · Curitiba · Montréal
SIN · carga agora73 262MW
Sudeste / Centro-Oeste38 476MW
pico em 24 h87 529 MW
SE/CO 38 476S 9 902NE 15 455N 9 429MW · 01:00
ONS carga verificada · 01:00 BRT · 30 minapicarga.ons.org.br · 4 áreas de carga
Método
Carga verificada por subsistema (apicarga.ons.org.br), publicada com cerca de 30 min de atraso, de meia em meia hora; as quatro áreas (SE/CO, S, NE, N) empilhadas somam o SIN. Horas em Brasília. A API devolve zero para meias-horas ainda não verificadas; esses pontos são descartados, não desenhados.
02 · O preço da energia no Brasil
Quanto custa um MWh hoje — do modelo de despacho até três faturas diferentes.
Lido hojeHoje, o custo marginal no Sudeste fica perto de zero das 6h30 às 15h30, com o sol, e chega a R$ 393 às 18h30. Às 21h30, o MWh no Norte custa 1,8 vezes o do Sul. Na fatura de uma casa em Curitiba, o mesmo MWh sai por R$ 1 123.
Acréscimos da bandeira em R$/kWh antes de tributos, fixados pela REH ANEEL 3.306/2024 e ainda vigentes. A bandeira de cada mês é a anunciada pela ANEEL no fim do mês anterior; o histórico foi conferido em notícias datadas de cada anúncio e em tabelas de distribuidoras, porque as páginas da ANEEL e da CCEE não permitem leitura automática. As faturas de 2c e 5b usam a bandeira do mês corrente.
2c · três faturas, um MWh · Copel · REH ANEEL nº 3.592/2026R$/MWh, mesma régua em 5b
distribuidora CopelB1: 282 kWh (fatura de referência)A4: 50 MWh/mês · 118 kW · 10 % na pontabandeira verde
B1 residencialR$ 1 123/MWh
energia (TE)311
fio (TUSD)457
tributos270
CIP84
A4 VerdeR$ 881/MWh
energia (TE)314
fio (TUSD energia)278
demanda60
tributos229
A4 AzulR$ 876/MWh
energia (TE)314
fio (TUSD energia)147
demanda P + FP188
tributos228
Tarifas da REH ANEEL nº 3.592/2026 (revisão de 24/06/2026, efeito médio +20,51 %), tarifas de aplicação sem tributos, Tabelas 1 e 2 do anexoo modelo reproduziu a fatura real de jun/2026 (ainda na REH 3.472/2025) com diferença de R$ 0,04
Método
Tarifas homologadas antes de tributos (REH ANEEL nº 3.592/2026): B1 TE 0,31085 + TUSD 0,45717 R$/kWh; A4 Verde TUSD demanda 25,33 R$/kW, TUSD energia ponta 1 463,39 / fora 146,59 R$/MWh, TE ponta 475,55 / fora 295,75; A4 Azul demanda ponta 54,13 / fora 25,33 R$/kW, TUSD energia 146,59 R$/MWh (igual na ponta e fora dela), TE como na Verde. Tributos "por dentro": preço ÷ [(1 − ICMS) × (1 − PIS − COFINS)] com ICMS 19 %, PIS 1,5536 %, COFINS 7,1339 %. CIP municipal na B1. Modelo em URPX (padrão aberto de tarifas da LF Energy). O tracejado marca o CMO do Sudeste na meia-hora indicada em 2a: a fatia que vem do atacado.
Para você. Se a sua empresa é Grupo A (média tensão), a diferença entre Verde e Azul e a demanda que você contrata mas não usa são dinheiro recuperável. A Bronze Engenharia lê 12 faturas e devolve o valor em 5 dias úteis.
03 · A curva do pato
Ao meio-dia sobra energia; ao pôr do sol, falta. Quem cobre a rampa?
Lido hojeEm 16/10, sol e vento derrubaram a carga líquida (o que sobra para as outras usinas atenderem) a 41,8 GW ao meio-dia. Quando o sol foi embora, ela subiu 42,8 GW até as 19h: no trecho mais rápido, as outras usinas tiveram de somar uma Itaipu inteira a cada 98 minutos. As hidrelétricas cobriram 88 % dessa subida. Agora, às 01h20, sem sol, só o vento gera: 17 % do consumo. Em set/2026, o ONS mandou eólicas e solares deixarem de gerar 5,1 TWh, 27 % do que poderiam ter produzido; 79 % desses cortes foram no Nordeste.
3a · o pato de hoje, ao vivo · SINGW
carga · 01:2071,5GW
solar (usinas + telhados)0,1GW
eólica12,0GW
carga líquida59,4GW
cargacarga líquida (o pato)solareólicadia completo, 16/10telhados estimados
ONS Energia Agora · tr.ons.org.br · 01:20 · 1 min, página a cada 5 min
3d · energia jogada fora · cortes de eólica e solar ordenados pelo ONSGWh por mês
set/2026 · eólica + solar5,11TWh
do que poderiam gerar27 %
no Nordeste79 %
eólicasolar
ENE · sobra de energia · 71 %CNF · confiabilidade · 21 %REL · limite da rede · 8 %
ONS · RESTRICAO_COFF_EOLICA / _FOTOVOLTAICA · set/2026 · mensal, meses fechados
Método
Carga líquida é a carga menos a geração eólica e solar: o que hidrelétricas, térmicas e nucleares precisam atender. Ao meio-dia o sol derruba essa curva (a barriga do pato); quando ele se põe, ela sobe de uma vez (o pescoço). Na Califórnia, onde o nome nasceu, a rampa é coberta por gás e baterias; no Brasil, quase toda por hidrelétricas.
3a usa o painel Energia Agora do ONS, minuto a minuto, desenhado a cada 5 minutos. A série solar desse painel cobre só as usinas; a geração em telhados (MMGD) aparece apenas como valor do instante. A curva de telhados de hoje é estimada: o perfil das usinas multiplicado pela razão telhado ÷ usina medida no último instante (1,60 agora; 0 MW medidos). Por isso a linha tracejada do dia completo, do arquivo de balanço do ONS, que já soma os telhados ao solar, serve de referência.
3b e 3c usam o balanço de energia por subsistema (horário, MW médios); térmica inclui nuclear. Fundo = menor carga líquida entre 9h e 15h; rampa = maior valor entre 16h e 22h menos o fundo; média dos dias do mês. A comparação com Itaipu usa 14 000 MW de capacidade instalada.
3d soma, para cada meia-hora com restrição, a geração não realizada apurada pelo ONS (referência menos verificada) em todas as usinas eólicas e solares despachadas pelo ONS; MWh = MW médios × 0,5 h. Motivos: ENE, sobra de energia no sistema; CNF, confiabilidade elétrica; REL, limite de rede (indisponibilidade externa). Pela Lei 15.269/2025 e a Portaria MME 140/2026, só cortes de REL e CNF entram no ressarcimento; o corte por sobra de energia fica com o gerador. Fora desta conta, desde 07/06/2026 o ONS também pede às distribuidoras que cortem usinas Tipo III, as pequenas usinas fora da Rede Básica que o ONS não despacha, pelo Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição, aprovado pela diretoria da ANEEL em 18/11/2025. No primeiro acionamento foi cerca de 1 GW, das 10h às 14h. A micro e minigeração distribuída (telhados e pequenas usinas de compensação) ainda não é cortada: regras para isso estão na Consulta Pública ANEEL 9/2026, aberta em abril de 2026 e ainda sem decisão.
Para você. Tem usina eólica ou solar despachada pelo ONS? Ele publica os cortes usina por usina, e a mesma conta de 3d separa o que foi por rede ou confiabilidade (ressarcível) do que foi por sobra de energia. Tem geração distribuída? Ela ainda não é cortada, mas a Consulta Pública ANEEL 9/2026 pode mudar isso. Para ver os números da sua usina, fale com a Bronze Engenharia: contato@data-joule.com.
04 · Quem gera
De onde veio a energia ontem, por que as térmicas ligaram e o que decide a cor da bandeira.
Lido hojeEm 17/10, Itaipu gerou em média 6,7 GW, 48 % do que pode; Belo Monte usou só 0,2 dos seus 11,2 GW. As térmicas geraram 165 GWh. Desse total, 75 % veio de usinas inflexíveis, que o dono declarou que precisam rodar por contrato de combustível ou limite técnico, seja qual for o preço; só 7 % veio de usinas ligadas por serem baratas o bastante. 31 térmicas geraram custando mais que o custo marginal da sua região. A bandeira de out/2026 é verde. Ela sai de uma conta: com as hidrelétricas entregando 82 % da sua garantia física (GSF) e o PLD a R$ 90, o custo do risco hidrológico ficou em R$ 16,23/MWh, abaixo dos R$ 27,48 que acionariam a amarela.
4a · as maiores usinas · geração de 17/10círculo = capacidade
hidrelétricatérmica por inflexibilidadetérmica por custopartida e paradatérmica paradamiolo cheio = geração de ontem · passe o mouse ou toque numa usina
ONS · capacidade de geração + GERACAO_USINA-2 · 17/10 · diário, D-1
as 12 maioresGW · ontem / capacidade
Itaipu PR6,7 / 14,0
Belo Monte PA0,2 / 11,2
Tucuruí PA2,4 / 8,5
Jirau RO0,5 / 3,8
Santo Antônio RO1,0 / 3,6
Ilha Solteira SP1,6 / 3,4
Xingó AL1,5 / 3,2
Paulo Afonso IV BA1,3 / 2,5
Itumbiara MG0,9 / 2,1
Teles Pires PA0,4 / 1,8
São Simão MG1,0 / 1,7
Foz do Areia PR1,4 / 1,7
4b · as térmicas de ontem, por motivo · 17/10MW
inflexibilidade 75 %ordem de custo 7 %partida e parada 16 %restrição elétrica 2 %
ONS · GERACAO_TERMICA_DESPACHO-2 · 17/10 · diário, D-1
as 10 térmicas que mais geraramMWh · CVU R$/MWh
Angra II SE32 510 · 20
Mauá 3 N12 409 · 103
Maranhão III N11 727 · 116
Marlim Azul SE11 614 · 225
GNA II SE10 556 · 1 109
Do Atlântico SE8 562 · 0
Candiota III S7 778 · 428
Maranhão 5 P0 N7 653 · 185
Termorio SE7 249 · 2 083
Novo Tempo Barcarena N7 162 · s/ CVU
nucleargás naturalresíduos industriaiscarvão
ONS · CVU_USINA_TERMICA · 17/10–23/10 · semanalem vermelho: CVU acima do custo marginal médio do subsistema no mesmo dia, 17/10
4c · como isso vira bandeira · GSF × PLD, mês a mês desde jan/2025PLD R$/MWh
4a. Capacidade efetiva por unidade geradora, do cadastro do ONS, somada por usina (código CEG); as duas metades de Itaipu (50 e 60 Hz) contam como uma usina. Ficam no mapa as 70 maiores usinas e toda térmica ou nuclear de 300 MW ou mais. A área do círculo é proporcional à capacidade; o miolo cheio, à geração média de ontem (arquivo horário de geração por usina do ONS). Posições: Wikidata; usinas no mesmo terreno de outra (GNA II, Angra 1 e 2, Maranhão III a V) usam o ponto do complexo; usinas no mesmo ponto, ou tão perto que uma cobriria a outra, aparecem lado a lado em volta dele; as poucas sem registro usam o centro do município e dizem isso ao passar o mouse. Contornos dos estados: malha do IBGE.
4b. Geração verificada das térmicas despachadas centralizadamente pelo ONS (inclui Angra), dividida pelo motivo do despacho: inflexibilidade, a geração mínima declarada pelo dono da usina (contratos de combustível com consumo obrigatório, exigências técnicas); ordem de custo, a parte despachada porque o custo variável (CVU) estava abaixo do custo marginal; partida e parada (unit commitment), geração para manter a usina pronta; restrição elétrica, necessidade local da rede; segurança energética, despacho fora da ordem de custo decidido pelo CMSE para poupar água. Os motivos somam a geração verificada. CVU da semana operativa do PMO que contém o dia; custo marginal médio do mesmo dia, por subsistema.
4c. A cor da bandeira de cada mês sai de um gatilho calculado pela CCEE e anunciado pela ANEEL na última sexta-feira do mês anterior: o GSF previsto (geração das hidrelétricas do MRE ÷ garantia física) e o PLD previsto para o mês, ambos do DECOMP. O custo de risco hidrológico é PLD × (1 − GSF); a bandeira é verde até R$ 27,48/MWh, amarela até R$ 68,99, vermelha 1 até R$ 95,05 e vermelha 2 acima disso (NT 009/2023-SGM-STR, REH ANEEL 3.306/2024, Submódulo 6.8 do PRORET aprovado pela REN 1.084/2024). As térmicas entram por dois caminhos: as despachadas por custo puxam o custo marginal e o PLD para cima; as despachadas por segurança energética podem subir a cor por uma tabela de acionamento composto, aplicada só uma vez desde 2025 (jun/2025, sem mudar a cor). O custo desse despacho fora da ordem de custo é pago pelo Encargo de Serviços do Sistema (ESS), rateado entre todos os consumidores, e não pela bandeira. Os números de cada mês vêm dos boletins InfoBandeira da CCEE, que bloqueia leitura automática; são copiados à mão depois de cada anúncio.
Para você. A térmica cara chega à sua conta por dois caminhos: a bandeira, no mês, e o que a bandeira não cobre, no reajuste anual da distribuidora. Para saber quanto a bandeira pesou nas suas últimas faturas, fale com a Bronze Engenharia: contato@data-joule.com.
05 · Mercado livre e geração distribuída
Livre, cativo ou no telhado: onde a sua energia é comprada?
Desde 2024 qualquer consumidor de média tensão pode deixar a distribuidora e comprar energia no mercado livre (ACL), liquidado na CCEE. E 3,9 milhões de telhados já geram a própria. As três opções pagam o mesmo fio — o que muda é a energia.
Lido na CCEE e na ABGD43 % de toda a energia consumida no Brasil já é comprada no mercado livre — 95 % na indústria, 47 % no comércio. Em 2025 migraram 21 700 consumidores; em abril de 2026, 1 213, três quartos deles pela mão de um varejista. A geração distribuída chegou a 43,5 GW; o Paraná é o 3º estado, com 4,0 GW em 305 mil usinas.
5a · consumo no mercado livre · nov/2025% do consumo
indústria95 %
comércio47 %
Brasil43 %
migrações · 2025
21 700
consumidores · CCEE
1º tri 2026
4 827
3 387 pela adesão simplificada (API)
CCEE InfoMercado · Abraceel · nov/2025PR: 70 migrações em abr/26
Método
Participação por classe: CCEE/Abraceel, consumo de nov/2025. Migrações: boletins mensais da CCEE (InfoMercado). O portal de dados abertos da CCEE bloqueia leitura automática; estes números entram no build a partir do boletim do mês, com data. Elegibilidade: Portaria MME 50/2022 — todo o Grupo A desde 1/1/2024. Baixa tensão: a Lei 15.269/2025 (art. 15, § 17, da Lei 9.074/1995), publicada em 25/11/2025, dá prazo máximo de 24 meses para indústria e comércio (até 25/11/2027) e de 36 meses para os demais, inclusive residências (até 25/11/2028). São prazos máximos, e a abertura depende antes de plano de comunicação, tarifas separadas para os dois ambientes, regras do suprimento de última instância, um produto padrão com preço de referência e regras para a sobrecontratação das distribuidoras.
5b · a mesma fatura A4, cativo e livre · 50 MWh · 118 kW · CopelR$/MWh · régua de 2c
CativoR$ 881/MWh
energia (TE)314
fio (TUSD energia)278
demanda60
tributos229
Livre · R$ 150R$ 660/MWh
energia contratada150
fio (TUSD energia)278
demanda60
tributos172
Livre · R$ 250R$ 795/MWh
energia contratada250
fio (TUSD energia)278
demanda60
tributos207
fio (TUSD energia + demanda) e tributos "por dentro" idênticos nos trêspreço de contrato: cenários R$ 150 e 250/MWh (curva BBCE/Dcide não é pública); encargos do ACL a incluir
Método
Cativo = A4 Verde da seção 2c. Livre: a TE e a bandeira saem; entra a energia a preço de contrato (R$/MWh, antes de tributos), que o consumidor abaixo de 500 kW compra por meio de um comercializador varejista. O fio continua da Copel. ICMS, PIS e COFINS incidem igual. As diferenças entre contrato e consumo são liquidadas na CCEE ao PLD horário — o CMO da seção 2a é o seu precursor diário.
Para você. Com 50 MWh/mês, cada R$ 10/MWh de diferença no preço de contrato são R$ 6 mil por ano. A Bronze Engenharia simula a migração com as suas 12 faturas antes de qualquer contrato.
5d · quanto vale o kWh injetado · Lei 14.300 · Fio B% do Fio B cobrado
Lei 14.300/2022, art. 27 · pedidos de acesso a partir de 7/1/2023Copel B1: Fio B = 46,9 % da TUSD (R$ 0,215/kWh) · em 2026 o kWh injetado vale R$ 0,639 em vez de R$ 0,768, sem tributos
Método
Cada kWh compensado vira crédito igual à tarifa cheia menos a fração do Fio B do ano (remuneração, depreciação e operação da rede de distribuição). Para um telhado com pedido de acesso hoje: crédito = TE + TUSD − 60 % × Fio B. Os degraus 15, 30, 45, 60, 75 e 90 % (2023 a 2028) estão no art. 27; a partir de 2029 vale a regra do art. 17, definida pela ANEEL com diretrizes do CNPE, que o gráfico mostra como 100 % do Fio B por referência. Sistemas com pedido anterior a 7/1/2023 mantêm o regime antigo até 2045. Minigeração acima de 500 kW de fonte não despachável em autoconsumo remoto ou geração compartilhada paga 100 % do Fio B e 40 % do Fio A até 2028 (art. 27, § 1º). Na Copel, a REH ANEEL nº 3.592/2026, Tabela 4 credita 71,84 % da TUSD B1 em 2026 e 64,80 % em 2027; a parte não creditada é 60 % e 75 % do Fio B, o que dá Fio B = 46,93 % da TUSD nos dois anos. Com TE 310,85 e TUSD 457,17 R$/MWh, o crédito do kWh injetado em 2026 é TE + 71,84 % da TUSD.
Para você. Telhado comercial em Curitiba: a conta de quanto o sol compensa muda a cada ano até 2029 — e muda de novo se você migrar para o livre. As duas decisões se calculam juntas.
06 · Minigeração sob controle
A minigeração ainda não é cortada. Se fosse, quanto perderia?
A ANEEL quer que as distribuidoras possam ver e comandar à distância cerca de 68 mil usinas de minigeração (de 75 kW a 5 MW, mais de 13 GW): é a Consulta Pública 33/2026, aberta até 9 de novembro de 2026. Outra consulta, a 9/2026, admite cortar fisicamente a geração distribuída em situações críticas, e ainda não tem decisão. Hoje o corte na rede de distribuição só alcança as usinas Tipo III.
Lido no ONSDe 01/10/2025 a 30/09/2026, o ONS cortou eólica e solar por sobra de energia em 291 dos 365 dias, 27,2 TWh no total. Num domingo, o corte médio é 2,7 vezes o de um dia útil. O maior foi em 19 jul: 347 GWh. O plano emergencial na distribuição foi acionado em 7 jun e 23 ago, dois domingos. Se uma usina de 1 MWp perto de Belo Horizonte fosse cortada na mesma proporção que as usinas solares, hora a hora, perderia 320 MWh no ano, 21 % da geração.
6a · os dias em que sobrou energia · eólica + solar cortadas por sobra (ENE)01/10/2025 a 30/09/2026
sem corte até 347 GWh no dia plano emergencial acionado
ONS · restrição de eólicas e fotovoltaicas (constrained-off), meia-hora por usina · build mensal
6b · se a sua minigeração fosse cortada · cenários, não previsãopor ano
energia perdida
320 MWh
por ano · 20,5 % da geração
crédito perdido
R$ 205 mil
por ano · a R$ 0,639/kWh
geração do ano
1.561 MWh
perfil solar de Belo Horizonte · corte hora a hora, na proporção das usinas
6a soma, por dia, a geração não realizada apurada pelo ONS (referência menos verificada) de todas as usinas eólicas e solares despachadas por ele, só nas meias-horas com motivo ENE, sobra de energia no sistema; MWh = MW médios × 0,5 h. 6b tem dois cenários. "Cortada como as usinas": em cada hora dos últimos 12 meses, a usina perde a mesma fração que as usinas solares do ONS perderam por sobra de energia naquela hora (corte ÷ (gerado + corte), Brasil inteiro). "Só no plano emergencial": a injeção é zerada nas janelas dos 2 acionamentos do Plano Emergencial de Gestão de Excedentes na Rede de Distribuição (07/06/2026, 23/08/2026), que hoje vale só para usinas Tipo III. A geração de 1 kWp vem da irradiância horizontal horária do Open-Meteo numa cidade por subsistema, vezes um fator de desempenho de 0,80: é estimativa, sem inclinação nem sombra. O crédito vem pré-preenchido com o valor do kWh injetado na Copel em 2026 (TE mais a parcela da TUSD que ainda é compensada, Lei 14.300; seção 5); troque pelo da sua distribuidora. As duas consultas públicas ainda não têm decisão, e nenhuma diz hoje se a energia cortada seria compensada. Números da CP 33/2026: voto da diretoria da ANEEL, processo 48500.002211/2026-10, § 69–70.
Para você. Opera uma frota de minigeração? A Consulta Pública 33/2026 recebe contribuições até 9 de novembro de 2026. A Bronze Engenharia calcula a exposição de cada usina da sua frota com os dados do ONS, e a primeira sai de graça. Fale com contato@data-joule.com.
07 · Petróleo, em reais
O barril entra em dólar e sai na bomba em real — e o que o mercado aposta para o mês.
O preço do combustível no Brasil começa aqui: Brent vezes dólar. Dois mercados de previsão apostam dinheiro em patamares do petróleo; fazem perguntas diferentes — e é por isso que ficam em dois painéis.
Lido hojeO Brent fechou a US$ 126,55 em 14 out; com o dólar PTAX a R$ 5,0826, o barril vale R$ 643 — R$ 4,05 por litro de petróleo cru, antes de refino, mistura e impostos. O Kalshi aposta que o WTI fecha 19 out perto de $97,4, com 80 % de chance entre $95,5 e $100,1. No Polymarket, outubro deve tocar algum valor entre $90 e $100; $100 tem 73 %.
Brent · spot
126,55
US$/bbl · 14 out · FRED · WTI 101,91
dólar · PTAX venda
5,0826
R$/US$ · 16 out · Banco Central
Brent em reais
4,05
R$/litro · 643 R$/bbl
Kalshi · P(fechar acima de X) · 19 outdistribuição implícita
Polymarket · P(tocar X em outubro)escadas HIGH e LOW
sobe até X (HIGH)cai até X (LOW)
Polymarket Gamma · 01:22 BRT · 2 minevento "What will WTI Crude Oil (WTI) hit in October 2026?"
FRED · Brent, WTI · 14 out · diário
BCB · PTAX · 16 out · diário
Método
Kalshi: contratos "WTI acima de X no fechamento" do vencimento mais próximo; usamos o ponto médio bid/ask de cada strike, forçamos a curva a ser decrescente (ajuste isotônico) e lemos mediana e faixa de 80 % onde ela cruza 0,5, 0,9 e 0,1. Polymarket: contratos "WTI toca X no mês" para cima (HIGH) e para baixo (LOW); é probabilidade de toque, não distribuição do fechamento — por isso não se sobrepõe à curva do Kalshi. Spot: FRED, diário, com alguns dias de atraso; dólar: PTAX de venda do Banco Central, diário; 1 barril = 158,987 L. O "Brent em reais" é petróleo cru — a paridade de importação que o mercado acompanha usa gasolina e diesel prontos. Defasagem: cálculo da Abicom de 28/09/2026, conforme divulgado pela imprensa (o site da Abicom não permite leitura automática); atualizada à mão. Dados informativos; não é recomendação de investimento.
Para você. Dono de posto ou gestor de frota: quando o Brent em reais sobe e o preço de refinaria da Petrobras fica parado, abre-se a defasagem — e cresce a chance de reajuste. Em 28/09/2026, a Abicom calculava a Petrobras R$ 0,95/L abaixo da paridade de importação na gasolina (32 %) e R$ 3,34/L no diesel (102 %). A seção 8 mostra onde isso cai no litro.
08 · Na bomba
Quanto custam gasolina, etanol e diesel — e o etanol compensa no seu estado?
Lido em ago/2026O etanol compensou em 11 estados. No Paraná, a razão etanol/gasolina foi 0,60; em Curitiba, a bandeira branca vendeu a gasolina R$ 0,15 mais barata que as três grandes.
8a · etanol ÷ gasolina por estado · ago/2026compensa abaixo de 0,70
MT0,55
SP0,56
MS0,59
GO0,60
PR0,60
MG0,63
DF0,64
AM0,66
BA0,67
AC0,68
SC0,69
RR0,71
TO0,71
CE0,71
PI0,72
RO0,72
ES0,72
PA0,72
RJ0,72
PE0,73
PB0,74
AL0,75
RS0,75
SE0,76
MA0,77
RN0,77
AP0,88
ANP · levantamento por posto · ago/2026 · mensal459 coletas em Curitiba
8b · Curitiba · todos os postos pesquisadosR$/litro
ANP, arquivo mensal por posto (cerca de 75 mil coletas, com cerca de 30 dias de atraso). Razão por estado = mediana do etanol ÷ mediana da gasolina comum; 0,70 é a regra prática para motores flex. A coluna "valor de compra" vem vazia em 2026, por isso o último bloco de 8c é derivado: preço na bomba − componentes. Componentes de 08/2026, por litro de gasolina C (E32, Res. CNPE 9/2026): gasolina A da Petrobras a R$ 2,61/L × 68 % (preço médio às distribuidoras, já com o desconto da MP 1.358/2026); etanol anidro a R$ 2,4750/L × 32 % (indicador CEPEA/ESALQ, média de agosto, sem frete); PIS/COFINS de R$ 0,7925 e CIDE de R$ 0,10 por litro de gasolina A (Decretos 5.059 e 5.060/2004) × 68 %, mais PIS/COFINS de R$ 0,1922/L do anidro × 32 %; ICMS monofásico de R$ 1,57 por litro de gasolina C (Convênio ICMS 112/2025). O resto inclui frete até o Paraná, margens de distribuição e revenda e a diferença entre o preço médio nacional da Petrobras e o praticado na região — por isso não é "margem". Desde 10/09/2026 a gasolina A subiu para cerca de R$ 3,05/L e o PIS/COFINS caiu para R$ 0,16/L até 09/10 (Decreto 13.116/2026); a decomposição acompanha o mês do levantamento da ANP. Brent em reais: seção 7.
Para você. Dono de posto: a anatomia do litro do seu estado, com a defasagem Petrobras–Brent, uma vez por mês, por e-mail. Sem custo.
09 · Demanda ociosa no Paraná
Quanta demanda contratada fica sem uso?
Empresas de média tensão contratam uma potência e pagam por ela todo mês, usem ou não. A base pública da ANEEL permite medir o que sobra.
Lido na BDGD 2025Nas 11 780 unidades A4 da Copel, 16 % da demanda de pico fica sem uso num mês típico: R$ 122,6 milhões por ano. Escolas deixam 30 %; hospitais, 21 %.
Método
BDGD V11 (ano-base 2025), tabela UCMT: demanda medida mês a mês, unidades A4 ativas, sem geração distribuída, pico ≥ 30 kW; meses 1 a 11 (dezembro anômalo na base). Ociosa = 1 − (demanda média mensal ÷ pico anual). Valor = kW ociosos × R$ 20,78/kW (TUSD demanda Verde, REH 3.472/2025, antes de tributos) × 12.
Duas referências de fora: o Québec, que atravessa a ponta de inverno pagando o consumidor para reduzir carga, e a Califórnia, que atravessa o pôr do sol com baterias.
Lido hojeA Hydro-Québec pedia 17 321 MW às 0h de Montréal — o Brasil pede 4,2 vezes isso, mas o Québec passa de 40 GW nos dias mais frios do inverno. Na Califórnia, às 21h15, as baterias entregavam 6,1 GW — mais do que a hidrelétrica e a nuclear juntas. Ao meio-dia, o solar sozinho era 18,3 GW e carregava 9,5 GW nas baterias.
Hydro-Québec · demanda · 24 hMW
Hydro-Québec demande · 00:00 Montréal · 15 minsem evento de ponta · último em 06/08/2026
Método
Demanda total (donnees.hydroquebec.com), de 15 em 15 minutos. Os eventos de ponta (dezembro a março) são publicados no mesmo portal e são o sinal dos programas de resposta da demanda da Hydro-Québec, como os desafios da Hilo (seção 11).
CAISO · Califórnia · geração por fontehoje
gásimportaçãohidronuclearbateriaseólicasolar
CAISO Today's Outlook · 21:15 hora local · 5 min
Método
caiso.com/outlook, CSV de 5 em 5 minutos, hora da Califórnia. As bandas empilham só valores positivos; baterias carregando aparecem como consumo e ficam fora da pilha. Renováveis agora 15 %, ao meio-dia 77 % (eólica, solar, geotérmica, biomassa, biogás, PCH).
Por que importa para o Brasil: resposta da demanda e baterias são o que o SIN vai precisar nas pontas de fim de tarde, quando o solar some e a carga fica — o mesmo horário em que o custo marginal sobe na seção 2.
11 · Tendências
Para onde vai o setor elétrico brasileiro.
Seis mudanças em andamento, do jeito que a CCEE, a ANEEL e o ONS estão tratando. Onde há número, ele vem dos dados desta página.
Lido hoje43 % do consumo já é comprado no mercado livre, e a baixa tensão entra até 2028. Em set/2026, 5,1 TWh de eólica e solar foram cortados. As duas coisas puxam na mesma direção: mais consumidores escolhendo de quem compram, e mais valor em consumir na hora certa.
CCEE · abertura de mercado
Todo consumidor no mercado livre
A Lei 15.269/2025 abre o mercado livre para a baixa tensão: indústria e comércio até 25/11/2027, os demais, inclusive residências, até 25/11/2028. Hoje 43 % do consumo já é livre. O desafio que a CCEE põe na mesa é a jornada: comparar ofertas, migrar com segurança e acompanhar o contrato quando quem representa o consumidor é um varejista, sem que ninguém escolha por ele.
Para comparar ofertas e trocar de fornecedor, o consumidor precisa levar o próprio histórico de consumo, como já leva os dados bancários no Open Finance. Hoje a medição chega em formatos, granularidades e canais diferentes. Padronizar esses dados e permitir o compartilhamento autorizado é a base do Open Energy.
CCEE · redução de calendário
Do consumo ao dinheiro, mais rápido
Entre o consumo medido e o pagamento na CCEE passam medição, contabilização e liquidação. Encurtar esse ciclo, ou ao menos mostrar antes o impacto financeiro, ajuda os agentes a planejar sem mexer nos prazos regulatórios. Com milhões de consumidores pequenos chegando, o volume de dados cresce e cada dia do calendário pesa mais.
ONS · operação
Curtailment: energia que sobra
Em set/2026, o ONS mandou eólicas e solares deixarem de gerar 5,1 TWh, 27 % do que podiam produzir; 79 % dos cortes foram no Nordeste. Sobra energia no meio do dia e falta linha para escoar. A ANEEL discute tornar observável e controlável também a minigeração distribuída (CP 33/2026).
Em vez de só cortar geração, pagar para mover consumo para a hora certa. O ONS já opera um programa de resposta da demanda com grandes consumidores regras atuais a confirmar. O que falta é o padrão para automatizar em escala: OpenADR, o protocolo aberto em que a rede envia o aviso e carregadores, termostatos e baterias reagem sozinhos, como na Califórnia e nos desafios de inverno da Hilo, no Québec.
Baterias e microrredes permitem a um consumidor, um condomínio ou um campus guardar a sobra do meio do dia e atravessar a ponta ou uma falta de energia. No Brasil o armazenamento ainda espera regulação própria e o primeiro leilão de capacidade com baterias situação a confirmar. Com os cortes crescendo e o preço horário chegando a mais consumidores pelo mercado livre, a conta começa a fechar.
Método
Os três primeiros temas seguem os desafios que a CCEE abriu ao mercado em 2026: abertura de mercado (escolha informada e migração, acompanhamento do consumidor no varejo, padronização dos dados de medição) e redução de calendário (contabilização e previsibilidade financeira). Prazos da abertura: Lei 15.269/2025, detalhados na seção 5. Cortes: arquivos de restrição de eólica e solar do ONS (seção 3). CP 33/2026: voto da ANEEL (seção 6). Itens marcados "a confirmar" ainda não foram checados na fonte primária.
Para você. Vai migrar para o mercado livre, ou quer saber se armazenamento e resposta da demanda fazem sentido no seu caso? Fale com a Bronze Engenharia: contato@data-joule.com.
12 · Bastidores
De onde vêm os números.
Ao vivo · lidos pelo servidor
ONS · dados abertos (CSV)carga, CMO, balanço, usinas, térmicas
ONS · Energia Agoraminuto a minuto, hoje
Arquivos mensais grandessó o fim do arquivo é baixado
FRED · BCB · Kalshi · Polymarketpetróleo, dólar, mercados
Hydro-Québec · CAISO · Open-Meteoredes de fora e clima
Cada fonte com cache próprio2 min → 6 h
Fonte fora do arúltima leitura, marcada
Montados antes · atualizados à mão
ANP · preço por postomensal, ~75 mil postos
ANEEL · BDGD · tarifas (REH)anual
CCEE · InfoMercado · InfoBandeiramensal, copiado à mão
ONS · cadastro de usinas+ Wikidata e IBGE para o mapa
ONS · cortes de eólica e solar20–45 MB por mês
Frases e gráficosgerados dos dados, no servidor
Repositório públicoMIT
Fontes · última leitura
ONS · carga verificada01:00 BRT
ONS · CMO semi-horário19/10
ONS · Energia Agora01:20 BRT
ONS · balanço de energia16/10
ONS · restrição de eólica e solar2026-09
ONS · geração por usina17/10
ONS · térmicas por motivo17/10
ONS · CVU semanal17/10
CCEE · InfoBandeira2026-10
Wikidata · IBGE · posições e mapabuild
FRED · Brent, WTI, Henry Hub14/10/2026
BCB · PTAX16/10/2026
Kalshi · KXWTI01:22 BRT
Polymarket · Gamma API01:22 BRT
Hydro-Québec · demande00:00 Montréal
CAISO · fuel source21:15 hora local
Open-Meteo01:22 BRT
ANP · preços por posto08/2026
CCEE · InfoMercadonov/2025
ANEEL · BDGD V112025
Curitiba e Montréal: a engenharia é do Paraná, registrada no CREA-PR, com clientes de média tensão e as bases da ANEEL e da Copel que alimentam este site. Montréal é a outra base: lá a Hydro-Québec e a Hilo publicam demanda e eventos de ponta em tempo quase real, a referência para a resposta da demanda que o Brasil ainda vai construir.